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Eleições Québec 2007

Liberais formarão Governo do Québec apesar de perda de cadeiras

O federalista Partido Liberal do Québec (PLQ), do deputado de Sherbrooke Jean Charest, ganhou as eleições realizadas na província, mas teve um apoio bem menor que na votação anterior e ficou com apenas sete deputados a mais que o segundo maior partido, o conservador Ação Democrática do Québec (ADQ).


Os resultados provisórios indicam que o PLQ terá 48 dos 125 deputados da Assembléia Nacional, o Parlamento provincial. Serão 24 a menos que na legislatura passada.

O grande ganhador da noite foi o ADQ, liderado por Mario Dumont.

O partido passou de cinco deputados para cerca de 41, com mais de um 31% dos votos.

O segundo partido mais votado nas eleições anteriores, o independentista Partido Quebequense, de Andre Boisclair, terminou em terceiro lugar, com 28% dos votos e 36 deputados, nove a menos que antes.

O ADQ soube capitalizar o descontentamento do eleitorado quebequense com os dois partidos tradicionais da província e quebrou o bipartidarismo que caracterizava o seu sistema político.

É a primeira vez desde 1878 que a província será governada por um partido que não conta com a maioria absoluta no Parlamento. Também pela primeira vez o Partido Quebequense não conseguiu superar a barreira dos 30% dos votos. Foi ainda o pior resultado para os liberais em décadas.

Apesar da pequena diferença entre as bancadas dos três partidos, pela tradição política canadense é quase impossível pensar num Governo de coalizão. O primeiro-ministro do Québec, Jean Charest, deverá ser o encarregado de formar o próximo Gabinete.

"O povo falou e aceitamos sua decisão", afirmou Charest. Ele considerou o resultado "histórico".

Mario Dumont se declarou "autonomista" em contraste com a tradicional oposição entre federalistas e independentistas. Ele afirmou que o resultado é uma prova "da mudança política" que a população pede.

"Foi um voto pela mudança" disse.

Andre Boisclair opinou que os quebequenses expressaram seu desejo "de serem escutados e participar do processo de tomada de decisões".

Mesmo com a derrota eleitoral, ele manteve a mensagem independentista. "Há milhões que querem que nossa nação seja um país", afirmou.

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